Vícios

Às vezes algum vício nos sustenta de alguma forma, mas sentimos quando chega a hora de dar uma mão e mudar antigos hábitos. Porém leva tempo, paciência com a gente mesmo, disciplina libertadora e força de vontade.
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Cigarro
Tinha uns 20 anos, fumava bastante, compulsivamente, mas quando li um estudo que dizia que o cigarro piorava a depressão, parei de fumar no dia seguinte, perdi o tesão pelo cigarro. Fiquei uns 4 anos sem fumar e voltei. Fumei mais três anos e em 2009 parei novamente por causa da prática de yoga, meu corpo disse: ou você fuma ou pratica yoga! Fiquei com a segunda opção, pois me faz mais bem!
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Bebida alcoólica
Foi a mesma coisa com a bebida. Bebia bastante, sempre bebi desde adolescente. Às vezes em que tentei suicídio estava alcoolizada, bebia para ter coragem de cometer o ato. No início de 2009 tomei vinho e fiquei péssima, pesquisei e descobri que o álcool para depressão é terrível. Parei de beber de vez. E recebi criticas da sociedade: “Mas você não bebe, não fuma e não deve transar também!“ Se beber e fumar, acabo me matando e aí é que não terei corpo para transar!
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Açúcar
Agora o pior dos meus vícios, que recentemente estou na luta contra, pois sinto que tem me feito muito mal é o açúcar. Ele que não tem nutrientes algum e só faz mal! E não é ele puro, branquinho, mas embutido nos chocolates, doces, tortas, bolos, bolachas, pães, etc. Os fabricantes para ganhar mais dinheiro abusam da substância pois ela é barata e deixa os alimentos mais gostosos e assim ferram com nossa saúde, descobri isto ao ler diversas matérias sobre o assunto, entre elas uma da revista Vegetarianos de 2007, que diz:
“Ingestão excessiva de açúcar está ligada a ansiedade e mudanças na flora bacteriana do intestino. Sabe-se que tais mudanças podem acabar permitindo o crescimento exagerado de certas bactérias que se alimentam preferencialmente de açúcar, ela tem a capacidade de inibir nossa produção cerebral de serotonina, um mediador químico cerebral muito importante no controle do humor e de ansiedade. Assim, com menos produção de serotonina a pessoa acaba ficando mais ansiosa, além de aumentar a tendência à depressão, e acaba ingerindo mais e mais açúcar. E açúcar vicia.” (Dr. Cyro Masci, medicina ortomolecular www.masci.com.br)
“Os seres humanos tem tanta necessidade de açúcar quanto da nicotina do tabaco. Desejo é uma coisa, necessidade é outra.” (Do livro Sugar Blues de Willian Dufty, que fala sobre os males do açúcar)
Por muito tempo fiquei naquela: “ah, mas vou deixar de comer doce! Bobagem! Já não tenho prazer na vida, não quero ficar nessa como os naturebas que se privam de tudo!”.
Mas o fato é que justo eu que sou uma formigona me vi tendo que mexer nesse antigo hábito! Sou tão formigona (um dia direi: “eu era formigona”!) que me entupia de comida e comia o almoço já pensando na sobremesa e durante esta já pensava na sobremesa do jantar. Meu sonho é saber com antecedência que o mundo vai acabar, assim terei tempo de ir para uma padaria bem gostosa me entupir de doces. Enfim, sofri de compulsão, ingerindo quantidades absurdas de doces em pouquíssimo tempo. Como sou magra, as pessoas achavam graça, mas eu sabia o inferno real que estava passando com minha mente que ficava fixada em guloseimas o dia todo. É que disfarço bem, aparento ser uma pessoa “normal”, porque se minha mente ficasse escancarada seria a imagem de um circo no hospício pegando fogo. E eu demorei a perceber que tal comportamento compulsivo estava associado a ansiedade até ler o livro da psiquiatra Ana Beatriz B. Silva, Mentes Insaciáveis.
Primeiro fui entendo racionalmente o desequilíbrio que me acometeu e fui buscar ajuda com meus terapeutas. E somente agora é que minha ficha realmente caiu e estou finalmente disposta a me empenhar e deixar o velho hábito. Quero me sentir bem, cada vez melhor!
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Drogas em geral
Desde minha adolescência deprimida, convivi com muitos usuários de drogas, mas eu mesma nunca provei nem maconha, pois algo dentro de mim me dizia muito forte que o dia em que começasse não pararia mais pois tenho tendência ao vício e sempre soube disso, na época já bebia com muita frequência e fumava cigarro. Portanto não sei muito sobre maconha, cocaína, LSD, etc. Mas sei que elas podem causar depressão, e que assim como o álcool são fugas da gente mesmo.
Para “viajar” indico as terapias corporais, meditação, mentalização, yoga. Meus atendimentos com a terapeuta corporal são uma viagem total e eu não preciso usar absolutamente nada! Você já está se sentindo mal, para que arranjar mais sarna para se coçar?!
Com calma e paciência com a gente mesmo, vamos tomando as rédeas de nossas vidas, nos livrando dos maus hábitos adquiridos com nossa sociedade que é controlada por uma minoria que quer fazer muito dinheiro, onde beber álcool é bacana, comer açúcar em quantidades grandes é normal, mas fumar maconha é contra lei.
Com disciplina e o tempo, nos libertamos do mal-estar! Tudo leva tempo e cada um tem seu estágio e suas fases, mas tendo consciência disso é mais fácil! É preciso se ouvir; no fundo, cada qual sabe o melhor rumo a ser tomado.
- • O mal invisível
Excelente abordagem sobre a depressão e bipolaridade!
revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT917102-1940-1,00.html




















