
Um dos principais objetivos do Instituto Pensamentos Filmados é, a partir dos nossos filmes, abrir o diálogo sobre questões relacionadas ao comportamento humano e saúde mental. Sensibilizando a sociedade e trazendo reflexão a fim de diminuir os preconceitos.
De encontro com com este nosso desejo está a Ong Ação Educativa, que já existe em São Paulo deste 1994 e tem como missão promover os direitos educativos e da juventude, tendo em vista a justiça social, a democracia participativa e o desenvolvimento sustentável no Brasil.
Sendo assim, viemos convidar a todos vocês que fazem deste nosso espaço um lugar tão especial para uma sessão dos filmes V.I.D.A. e SOLO seguido por um bate-papo com a turma do Pensamentos Filmados, além de alguns atores e equipe técnica destes filmes.
Uma ótima oportunidade para nos conhecermos pessoalmente e, principalmente, para falarmos sobre a VIDA.
Vamos?
Exibição dos filmes V.I.D.A. e SOLO seguido por bate-papo com a turma do Pensamentos Filmados.
Ong Ação Educativa
Rua General Jardim 660 – Vila Buarque
Cep: 01223-010 – São Paulo – SP
Fone: 11 3151-2333
Dia 22 de junho (próxima quarta-feira) a partir das 19:30
Entrada Gratuita.
Gente amanhã é meu níver, não gosto de aniversário, mas confesso que estou muito feliz porque vou fazer 30 anos! Consegui! Para quem sofre de Depressão desde os 8 anos e tentou se matar duas vezes aos 18, chegar aos 30 e me sentindo bem comigo mesma é o maior presente que poderia ter ganhado! E isso muito tem a ver com essa nossa Pensamentos Filmados que me possibilitou encarar a realidade e trocar com Pessoas maravilhosas, como o Sérgio Paffer, que deu seu depoimentos sobre nosso primeiro filho, o filme V.I.D.A.. Valeu Sérgio! Bjokas para todos!
DEPOIMENTO DO SÉRGIO PAFFER
Este curta metragem (V.I.D.A.) é altamente esclarecedor sobre uma doença que manifesto no momento que muitos já ouviram falar chamada Depresssão. Este filme foi feito pelo pessoal da Ong Pensamentos Filmados que tem por objetivo através do cinema e divulgação de artigos,compartilhar informações não só sobre Depressão mas sobre os diversos transtornos mentais e apontando dicas, formas de tratamento, depoimentos de portadores da doença que conseguem levar uma vida produtiva.
Pois não são as limitaçoes que manifestamos que nos definem. Todos temos um lado doente e um lado saudável, até as pessoas ditas “saudáveis”, conceito extremamente vago e impreciso de aplicar face a toda complexidade que permeia o ser humano.
Antes de criticar alguém que tenha Depressão ou qualquer outro transtorno mental ou físico, primeiro não critique, pois todos estamos sujeitos a passar por tal situação.
Adoecer é uma contingência do fato de estar num corpo físico. Mas se tratar, melhorar e até se curar também é uma possibilidade. Mas para isso é preciso informação, tratamento, dedicação ao tratamento e tempo. Não existe pílula mágica.
Cada pessoa tem que construir seu caminho de tratamento e de cura, pois o que serve pra uma pessoa pode não servir pra outra. E pra isto temos hoje a moderna abordagem da medicina integrativa que tem uma outra visão e abordagem do paciente, da cura e do tratamento.
Ter Depressão não é “frescura, encosto, falta de força de vontade, preguiça, fraqueza, safadeza, doença de rico” e outras má interpretações. Ter Depressão é manifestar uma doença séria, mas que tem tratamento e pode ser uma oportunidade pra tornar a pessoa mais humana, mais forte.Pois às vezes é nas nossas quedas e aparentes “fragilidades” com que nos deparamos que encontramos nossa força e a colaboração do paciente e sua vontade de querer melhorar é vital pra o processo de resgate de vida da pessoa.
Esta vida “moderna” tem um preço muito caro, esta vida onde o “ter” é colocado em prioridade em detrimento do “ser”, onde as pessoas tem seus sonhos e suas almas sufocadas pela falta de dinheiro e oportunidades e assistência de um Estado que só sabe arrecadar impostos que não reverte em benefício do cidadão, é um terreno fértil para as doenças mentais e você, que me lê agora, espantado com minha cara feia, pode dizer “mas não é problema meu”.Será? Saiba que você está sujeito, qualquer um está sujeito a adoecer.
Mas com informação de qualidade e troca de experiências com pessoas sérias e bem intencionadas tudo fica mais fácil e podemos fazer uma rede onde ajudando,somos ajudados e vice-versa.
Agradeço a quem teve paciência de ler este texto e, se achou pertinente ou conhece alguém que se encontra deprimido e nem sabe o que é, compartilhe,pois ajudando somos ajudados. E você pode estar salvando uma vida.
Muito obrigado.Um grande abraço.
P.S.: Este curta metragem encontra-se disponível pra ser assistido gratuitamente no site
Em 15 de outubro de 2008 o depoimento abaixo chegou no blog do filme V.I.D.A. Fatos de mães e filhos…
” Tive uma surpresa ao saber que fui uma das poucas pessoas a prestar atenção na relação entre a Ana Silvia e sua filha. Pode ser que eu tenha o coração mole, pode ser que eu seja mais uma mulher louca para ser mãe, mas o fato é que a relação das duas me parte o coração. Me parte o coração a ingenuidade da menina clamando a companhia da mãe, enquanto do outro lado da porta se assiste o esforço sobre humano desta mulher para conseguir levantar da cama. E é essa a questão, a menina se encontra tão alheia a tudo o que está acontecendo, e apesar de muitas pessoas acharem que a ignorância é uma bênção, neste caso é penoso porque existe uma agressão emocional bilateral e não intencional. A mãe agride a menina ao não atender o seu chamado e a menina agride a mãe por simplesmente precisar dela. A sensação de impotência desta mulher é tamanha que não cabe ação ou resposta para qualquer necessidade que não seja dela mesma. E isso não é condenável. Engraçado como um diálogo composto de três ou quatro falas (na verdade um monólogo da menina) pode trazer tanta coisa embutida. Um simples pedido pode ser um chamado para a vida e mesmo assim ser muito visceral. Enfim, no V.I.D.A há muita intensidade, apesar do silêncio.”
Beijo grande.
Flora Conde
(espectadora do V.I.D.A.)