
Uma vez no programa de TV Brasil das Gerais que foi sobre Depressão – aliás um dos mais esclarecedores sobre o assunto - a apresentadora questionou o psiquiatra convidado se havia como prevenir para não se ter depressão.
Na época eu ainda não tinha ido a fundo na questão, não sabia da epigenética que mostra que os genes são “disparados” pelo ambiente:
“a epigenética prova que genética não é destino, e que todos nós, melhorando as condições do meio ambiente em que vivemos, bem como nossas normas gerais de comportamento, podemos não apenas melhorar nossas vidas, mas também as vidas dos nossos descendentes.” Revista Planeta
Ou seja: dá sim para prevenir a Depressão! Se o ambiente em que vivemos – familiar, escolar, de trabalho, etc – for harmonioso!
Mas diante das famílias que estão mais para poços de neurose do que de harmonia; diante das escolas recheadas de bullying já que os próprios adultos responsáveis pelas crianças e adolescentes apenas envelheceram e não cresceram; diante do ambiente de trabalho que mais uma vez é liderado por adultos imaturos emocionalmente…
Acho mesmo que não dá para prevenir a Depressão… Só daqui uns bons anos quando a sociedade tiver mais consciência do que é ser ser humano e do sistema doentio em que vivemos…
Porém com a ajuda de João, pode-se começar a aprender sobre a questão!
Um garoto de 19 anos, que devido ao seu físico e financeiro ser debilitado em comparação com a maioria, passou por anos de bullying em uma famosa escola de São Paulo, que lhe fragilizou a mente, lhe rendendo uma depressão que lhe fez encontrar a nossa querida ONG Instituto Pensamentos Filmados.
bjoka
Foto: Arquivo pessoal

Nessa fase da minha vida de muito trabalho e busca pelo deus mais popular do século XXI – o Sr. Dinheiro – é tao bom encontrar pessoas que expressam o que sinto! Além de me economizar tempo e “penso”* para organizar a escrita, acabo por me expressar sem me atrapalhar com as palavras!
*penso = a trabalheira de pensar, segundo uma mulher muito prática! Um dia conto a historinha desse “neologismo”.
Sendo assim, abaixo está um texto da escritora Dorothy Murdock, mais conhecida como “Acharya S”, expert em religião. O texto foi traduzido pelo Mako, fundador do incrível site Destruidor de Dogmas.
Bom, o texto expressa o que sinto com relação as religiões, e acrescento que a society será bótima quando as pessoas trocarem as religiões dos homens por Meditação! Aquela que leva ao autoconhecimento e a Consciência, aquela que a maioria dos humanóides não tem idéia do que é!
“Respeite minha religião” texto de Acharya S
“Nos dizem freqüentemente para “respeitar a religião das pessoas.” Em primeiro lugar: muitas idéias religiosas são muito desrespeitosas para com o ser humano, assim, não merecem ser respeitadas. Em segundo lugar: e a troca sobre as pessoas respeitarem a nossa religião?
A palavra “religião” vem do latim religi?, que significa, dentre outras coisas, “consciência” ou “escrupulosidade.” Em minha perspectiva da realidade, eu me esforço para ser extremamente escrupulosa e consciente. Portanto, alguém poderia me chamar de “religiosa” e minha perspectiva de “religião”.
Minha religião não chama as pessoas de “infiéis”, “hereges”, “góis”, “pagões” ou “pecadores”, que são o “outro” , “diferente de nós” e dignos de desprezo, exploração ou pior.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião não pede que as pessoas que não a sigam sejam atacadas, odiadas, subjugadas ou escravizadas.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião não tem gigante, antropomorfizado, um Deus másculo no céu, em algum lugar “lá fora” separado e à parte da humanidade, que impõe a todo o momento.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião fala que não há fatos revelados divinamente direto da boca de Deus que representam “a fé verdadeira”.

Por favor respeite minha religião.
A minha religião não concorda com os chamados textos sagrados cheios de violência, brutalidade e crueldade.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião proíbe o assassinato de mulheres e garotas para “proteger a honra.”
Por favor respeite minha religião.
Minha religião proíbe casamento de crianças e outros casamentos forçados.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião não concorda em forçar pessoas a cobrirem seus corpos só porque suas genitais são de um gênero específico.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião não concorda com o apartheid de gênero, onde homens e mulheres são segregados puramente por causa de suas genitais.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião proíbe que genitais de crianças de ambos os gêneros sejam mutiladas por causa de imposição “religiosa”.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião é baseada em consciência, não em genitálias.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião valoriza observação científica e a moral humana, não crença supersticiosa e fanatismo violento.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião não permite morte ou outra punição por blasfêmia ou apostasia, etc.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião se opõe a invasão, estupro e roubo em nome de um deus.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião proíbe decapitação ou outra forma de assassinar um ser humano vivo, a fim de defendê-la de “insultos”.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião valoriza a vida mais que a morte e proíbe a matança em seu nome.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião não permite a amputação das mãos por roubo ou apedrejamento e enforcamento por adultério.
Por favor respeite minha religião.

Minha religião proíbe homossexuais de serem enforcados ou mortos de outra forma simplesmente por causa de sua orientação sexual.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião trata crianças com gentileza, amor e afeição, e não batendo nelas e ensinando-as a odiar os outros.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião não necessita de orações, uma vez, cinco vezes ou qualquer outra quantia por dia.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião não está interessada em controlo de mentes, portanto o que você faz dentro da privacidade de sua mente é da sua conta, mas minha religião diz que perturbar lugares públicos e o local de trabalho para rezar é anti-social, agressivo e digno de desaprovação.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião se opõe a som alto de sinos e de gritos microfonados, que atrapalham os vizinhos e causam divisão.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião encoraja pessoas que se opõe e falam contra a opressão, censura, violação dos direitos humanos e abuso de animais onde quer que eles forem, em qualquer cultura ou país, e praticado por qualquer grupo étnico ou religioso.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião pede para as pessoas se oporem as crenças religiosas que são viciosas, de ódio, sexistas e violentas, independentemente da religião, da fé, seita ou culto.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião pede dignidade e respeito para o indivíduo, que é livre para acreditar ou desacreditar em qualquer momento, em vez de ser forçado a aderir a uma religião em particular, através de ameaças de violência e do fogo do inferno.
Por favor respeite minha religião.
Minha religião encoraja cantar, dançar e aproveitar a liberdade de amar a vida.
Por favor respeite minha religião.” texto de Acharya S
bjoka

Nesta última semana o Facebook foi tomado por uma onda de pessoas que trocaram suas fotos do perfil por imagens de seus desenhos animados preferidos num “ato” de lembrar que se importam com a violência infantil.
Não vou generalizar, até porque há sim pessoas muito bem intencionadas que aderiram ao tal ato a fim de contribuir para a conscientização de que algo precisa ser feito a respeito da violência infantil.
Mas pergunte a boa parte das pessoas que trocaram suas fotos e não se surpreenda caso elas nem saibam o real motivo da campanha, mas trocaram mesmo assim pois, já se todo mundo está fazendo…

A questão é que hoje, com certeza todos irão alterar as tais fotos de seus perfis e… E ai, qual será a novidade do dia? Tudo termina ficando por isto mesmo.
Bom, nos EUA está havendo uma mobilização bem mais ativa a respeito de violência contra crianças e adolescentes nas escolas. O “famoso” Bullying”.

No mês passado, relatamos aqui o triste caso do garoto Jamey Rodemeyer, de 14 anos, que suicidou-se após confessar ao mundo que era homossexual e que sofria bullying na escola que frequentava.
No mesmo post, relatamos a revolta da cantora Lady Gaga, de quem o garoto era fã e agradeceu a ajuda vinda de suas músicas, dizendo que “O bullying tem de se tornar ilegal. É um crime de ódio. Vou me reunir com o nosso Presidente [Barack Obama]. Não vou parar de lutar. Isto tem de acabar. A nossa geração tem o poder para acabar com isto”.
O manifesto da cantora não ficou na teoria (tá aí minha comparação com o ato do Facebook), e além dela ter se reunido com o Presidente dos EUA, ela aderiu a uma grande mobilização envolvendo sociedade, a classe artística e políticos chamada “It Gets Better”.
It Gets Better
Em setembro de 2010, o autor e colunista Dan Savage criou um vídeo do YouTube para inspirar a esperança em jovens que enfrentam o assédio vindos da incompreensão alheia. O vídeo foi uma resposta a imensa quantidade de jovens que se suicidaram por não aguentar mais o bullying sofrido.
Onze meses depois, o It Gets Better Project (TM) se transformou em um movimento mundial, inspirando mais de 25.000 vídeos criados por usuários vistos mais de 40 milhões de vezes. Até o momento, o projeto recebeu inscrições de celebridades, organizações, ativistas, políticos e personalidades da mídia, incluindo o presidente Barack Obama, a secretária de Estado Hillary Clinton, atores como Anne Hathaway, Colin Farrell, Matthew Morrison de “Glee “, cantores como Joe Jonas, Joel Madden, Ke$ha, e apresentadores de TV como Sarah Silverman, Tim Gunn, Ellen DeGeneres, Suze Orman, o pessoal do The Gap, Google, Facebook, Pixar, a comunidade da Broadway, e muitos mais!
Todas estas pessoas (os vídeos podem ser facilmente encontrados no youtube) não tiveram vergonha nem receio de expor suas histórias de desafio e superação a respeito dos dramas enfrentados por “serem diferentes da maioria“.
E suas histórias encorajam outras histórias numa verdadeira corrente de pessoas que realmente se importam e fazem algo pelo próximo.
Trabalho bem parecido com o que fazemos aqui no nosso “Pensamentos Filmados” e que (adivinhem!) muitas vezes foi incompreendido pelos “normalóides”. Mas, que agora está ganhando força a cada dia e formando uma bela corrente de troca entre todos nós.
Vamos todos seguir estes bons exemplos. Pois todos nós somos cheio de coisas boas que não merecem ficar trancadas dentro de nós.
Segue um dos vídeos da campanha protagonizado pelo Presidente Obama: