
Uma vez no programa de TV Brasil das Gerais que foi sobre Depressão – aliás um dos mais esclarecedores sobre o assunto - a apresentadora questionou o psiquiatra convidado se havia como prevenir para não se ter depressão.
Na época eu ainda não tinha ido a fundo na questão, não sabia da epigenética que mostra que os genes são “disparados” pelo ambiente:
“a epigenética prova que genética não é destino, e que todos nós, melhorando as condições do meio ambiente em que vivemos, bem como nossas normas gerais de comportamento, podemos não apenas melhorar nossas vidas, mas também as vidas dos nossos descendentes.” Revista Planeta
Ou seja: dá sim para prevenir a Depressão! Se o ambiente em que vivemos – familiar, escolar, de trabalho, etc – for harmonioso!
Mas diante das famílias que estão mais para poços de neurose do que de harmonia; diante das escolas recheadas de bullying já que os próprios adultos responsáveis pelas crianças e adolescentes apenas envelheceram e não cresceram; diante do ambiente de trabalho que mais uma vez é liderado por adultos imaturos emocionalmente…
Acho mesmo que não dá para prevenir a Depressão… Só daqui uns bons anos quando a sociedade tiver mais consciência do que é ser ser humano e do sistema doentio em que vivemos…
Porém com a ajuda de João, pode-se começar a aprender sobre a questão!
Um garoto de 19 anos, que devido ao seu físico e financeiro ser debilitado em comparação com a maioria, passou por anos de bullying em uma famosa escola de São Paulo, que lhe fragilizou a mente, lhe rendendo uma depressão que lhe fez encontrar a nossa querida ONG Instituto Pensamentos Filmados.
bjoka
Foto: Arquivo pessoal

Colocar a alma em algo é “normal”, mas o seu Ser todo, que inclui seu corpictho físico dá o que pensar, afinal nessa vida material quando o corpo sofre a alma grita!
Quando era mais nova não entendia como alguem poderia se dedicar tanto a uma causa, hoje não só entendo como me dedico! E quando isso acontece colocamos sim até mesmo nossos corpos na linha de frente! É algo inexplicável, que é preciso experienciar para entender!
Diante de tanto trabalho para engrenar essa ONG querida: Pensamentos Filmados, e diante de tanta gente bacana que tem aparecido para ajudar como pode, suspendi a greve de fome que estava prevista para maio.
A decisão veio mesmo depois que o querido Vinícius P. da Silva gravou o vídeo do Sérgio Reis e mandou para gente. E o melhor: como esta dupla, tem bastante gente por aí ajudando a ONG! Ainda PRECISAMOS DE PATROCÍNIO URGENTE, e vamos encontrando alternativas pra conseguir esse feito!
E aproveitando, vamos refletir sobre tanta gente nesse mundo que passa fome tanto de comida como de consciência, mas os primeiros não tem a chance de ter o mínimo básico para sobreviver ! O texto abaixo é de Geraldo Varjabedian
“Não conheci impacto psíquico pior que a fome. Passei por dores de todo calibre por conta da depressão. A preparação do suicídio também não foi moleza, assim como a ressaca de impotência e inconformismo que se seguiu… Também foi um barra lidar com abstinência de drogas, separação, quebra financeira, perda de contato com as crianças, mas a fome foi “minha” miséria campeã! Nada nunca me humilhou tanto.
E quando falo em miséria é pelo estado de consciência. Hoje, não passaria fome nem que ficasse sem nada de grana, contanto que continuasse longe do meio urbano, mas nas vezes em que aconteceu, foi, literalmente, FODA!
O mais louco é que nada resiste a isso. Nenhum teorema, nenhum propósito. Até quando a fome é fruto de intenção, como no caso de um greve de fome, nego perde o prumo…. A coisa afeta a consciência de tal forma que tudo embaralha e você , mesmo deprimidíssimo, chega a um momento em que não pensa na dor psíquica, na dor, em nada. Mesmo na maior inapetência, quando o corpo bate no fundo do poço, de fraqueza, de sensação real de falta de nutrientes, meu…Você começa a pirar e a única coisa que passa a existir é comer.

Cá entre nós, quem pirou primeiro na idéia de que havia para onde pedir socorro — divindades –, certamente, estava com fome ou com medo dela.
Depois de passar fome poucas vezes que seja, você entende que não está aqui por nada especial, não tem missão alguma além de viver, como disse o Arthuro, da melhor forma que puder… Isso também muda o sentido da morte. Hoje, não sei se voltaria a atuar como suicida, por mais que pense em morrer.
Há dois anos quando a viúva foi embora e fiquei aqui grana, a fome me mostrou duas coisas extraordinárias: a que ponto pode chegar o ódio de uma mulher…E a que ponto pode chegar o amor-próprio, como chegou para mim que, no limite, quebrei o maldito orgulho e fui pedir no mesmo mercadinho onde já estava devendo um bocado… Depois disso, adotei a alimentação viva de vez e me acostumei de tal forma que, às vezes, algumas coisas acabam e nem me dou conta.
O direito de morrer, repito, é sagrado. Mas o direito de viver vem antes. E se você sobreviver, mesmo que não se sinta honrado como idealizou, isso pode significar uma vitória extraordinária.

Por isso, hoje, pouco me importa grana. Quero apenas o empoderamento, o saber o que posso comer, o que não, mesmo que sejam sementes germinadas, sucos de folhas, coquinho sei lá do quê… Qualquer coisa, contanto que no limite, não passe fome.
Poder é não precisar... O desespero de precisar cegamente nos leva a um ponto de humilhação e menor valia que não quero sentir isso nunca mais!”
Texto: Geraldo Varjabedian
Foto1: Guilherme P. Serra (GPS)
Foto2: Reprodução
Foto3: Guilherme P. Serra (GPS)

Filme bonito o “Histórias Cruzadas”, tão atual! Mulheres que jamais deveriam ter filhos, parindo! Classismo recheando a society (principalmente a nossa normalóidica brasileira)! Preconceitos, racismo e escravidão! E algumas pessoas que resolvem trocar o medo pelo amor à verdade e justiça, já que a vida é justa em sua natureza, os Homens é que não o são!
“A escravidão já foi abolida e hoje no século XXI é mau vista”. Que mentira! Lembra da marca Zara? Pois é, a escravidão está apenas mascarada, muito bem maquiada com seus produtos de primeira! E tudo que fica maquiado é mais difícil de ver!
Por exemplo: num salão de beleza, as manicures ficam sentadas em posições desconfortáveis o dia todo trabalhando, algumas conseguem fazer apenas 20 minutos de almoço. Não podem parar direito nem para beber água, quem dirá ir ao banheiro fazer um pipi. Passar um fax então, nem pensar! Muito demorado! Quando se ausentam um pouco o robô master – a supervisora – lhes lança aquele olhar fulminante!

E o salão bomba e os donos lucram! E as manicures recebem, ué! E tem “seus direitos”! Assim, pagam suas contas, tem um dia de folga na semana (quando trabalham na própria casa) são livres, não são escravras! Será?
E essa mulher tratada como um robô, já com seu saco na lua, não se interessa em fazer seu trabalho com amor e carinho. Finge que cuida dos seus alicates, mas acaba infectando os capatazes, quer dizer as clientes – escravas que tem uma posição social mais privilegiada.
E viva o dia internacional das mulheres! Viva os sistemas que os Homens criaram!
Somos todos escravos, mas nossa estupidez é tamanha que contribuímos diariamente para a nossa própria escravidão, até que a morte nos separe! Ou que a gente desperte! Então da-lhe Yoga e meditação!
Fotos e Vídeo: Reprodução