Depressão

“A pessoa tem um constante sentimento de tristeza ou vazio, dificuldade de sentir prazer pela vida que resulta em uma insatisfação por viver. Pode haver ideia de morte, tentativa de suicídio ou simplesmente não desejar mais viver. Alguns depressivos sentem o contrário: não pensam em tirar a própria vida e até temem a morte. Para ser caracterizada como depressão, os sintomas devem permanecer na maior parte do dia e por mais de duas semanas.
A depressão pode variar de intensidade e é classificada em:
Leve / Os sintomas não interferem tanto no dia a dia. As pessoas nesse nível de depressão conseguem trabalhar e realizar outras atividades como o lazer, mas sem satisfação e o prazer que sentiam antes. Para realizar essas atividades necessitam fazer um esforço maior que o habitual, representando uma dose de sacrifício para manter as atividades cotidianas.
Moderada / Neste nível já há um comprometimento maior das atividades diárias. A força que precisam desempenhar para suas atividades mesmo aquelas que antes achavam prazerosas, é muito maior. Há uma dificuldade em manter-se bem e já não sentem tanta satisfação em situações que anteriormente eram agradáveis.
Grave / Este nível é bastante limitador para a pessoa deprimida. Muitas abandonam completamente as atividades que realizavam. Outras só as realizam com muito sacrifício. Algumas chegam, a se fechar num quarto escuro em um estado em que, mesmo estando com a consciência desperta, não reagem a perguntas, nem a estímulos externos, permanecendo imóveis, numa só posição. Muitas vezes deixam de tomar banho e até realizam suas necessidades fisiológicas (cocô e xixi) no próprio quarto.”
Fonte: Trechos do livro Cura espiritual da depressão do médico e terapeuta Alírio de Cerqueira Filho
________
Depressão tem cura?
“Não sem esforço e disciplina por parte do depressivo e de seus familiares na busca de saídas para o sofrimento.” (Trecho do livro Seja feliz diga não à depressão da médica Elaine Aldrovandi)
Não há pílula milagrosa!
“A resposta não pode ser dada com um simples sim ou não. É necessária ajuda multiprofissional, assim como a união de toda a família em torno do problema. Quase sempre a depressão acaba provocando o amadurecimento psicológico de todos os envolvidos, pois, quase invariavelmente toda a família adoece junto com o depressivo na medida em que a doença progride e passa a exigir de todos uma dose extra de paciência, tolerância, compreensão e amor. Ao diagnosticar-se a doença, deve-se instituir o tratamento medicamentoso o quanto antes, visto que, quanto mais precocemente tratada, maiores as chances de cura e menores as possibilidades de recorrência. Alem disso, o uso de medicamentos é necessário para corrigir-se a disfunção neuroquímica cerebral, responsável pelos sintomas depressivos. Num segundo momento quando o paciente estiver em condições de participar ativamente do tratamento deve procurar o psicoterapeuta que o ajudará a identificar os padrões mentais que lhe são peculiares e que facilitam a instalação e manutenção da depressão. O medicamento deve ser prescrito por profissional habilitado preferencialmente um psiquiatra ou pelo clínico de sua confiança.“ (Trecho do livro Seja feliz diga não à depressão da médica Elaine Aldrovandi)
Cada caso é um caso. Já vi pessoas que somente com medicamento melhoram e se param tem recaídas, assim tem que tomar o remédio vida afora, como alguém que sofre de pressão alta e é preciso tomar seu comprimido diário. O grande X da questão do deprimido é encontrar o tratamento que melhor se adéqua a ele, e isto sem duvida leva tempo! Ou seja, deprimidos e afins paciência é o mantra! Não existe pílula milagrosa e assim como tudo na vida, o tempo é o agente. Se você está tentando um tratamento a um bom tempo (uns quatro / cinco meses) e ele não surte efeito, MUDE! Talvez você, assim como eu, tenha que ficar vigilante com a depressão o resto da vida, lidando com ela, mas tenha certeza de que a melhora é possível. Também percebi que, assim como eu, as pessoas que superaram o susto de serem depressivas, acharam no auto-conhecimento a chave para a melhora, depois é claro, de serem medicadas corretamente.
RECAÍDAS
“O paciente não pode deixar de tomar o remédio porque melhorou ou porque tem efeitos colaterais, pois as recaídas são perigosas! Se o paciente interrompe o tratamento porque quer, as recaídas acontecerão cada vez mais, ou seja, ele vai ter poucos períodos estáveis, a doença ficará mais resistente ao tratamento e é aí que o suicídio se achega! Portanto arrume um médico de confiança e siga o que ele diz!”
RECORRÊNCIA
“A maioria dos pacientes terão vários episódios ao longo da vida! Recaída é quando se interrompe o tratamento, recorrência ocorre depois de tratamentos bem-sucedidos. Isso acontece, simplesmente, porque a depressão é por natureza uma doença cíclica: entre 75% e 90% dos pacientes sofrem episódios múltiplos. Pacientes com histórico de três ou mais crises devem, inclusive, fazer tratamento prolongado, que previna as reincidências, porque depois da terceira vez fica mais difícil fazer o corpo responder aos medicamentos.”
Fonte: revistagalileu.globo.com
- • O mal invisível
Excelente abordagem sobre a depressão e bipolaridade!
revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT917102-1940-1,00.html



















