As parentes da depressão e da bipolaridade: Ciclotimia e Distimia

Todo mundo muda de humor, é normal! Mas quando acontece bastante de “do nada” e “sem motivo”, a pessoa passar de um estado de alegria para um de choro, e isto a faz sofrer e se sentir mal, prejudicando-a até mesmo socialmente, então algo está bem errado. Pode ser um distúrbio!
“É sabido que esses distúrbios não têm cura, mas com tratamento (antidepressivo, estabilizador de humor e terapia) a melhora acontece!”
________
Ciclotimia ou Humor Ciclotímico
“É uma bipolaridade mais leve e persistente. Há instabilidade do humor, que comporta numerosos períodos de depressão ou de leve exaltação, porém não suficientemente graves ou prolongados para serem considerados como bipolaridade. A pessoa acredita que as constantes mudanças de humor fazem parte do seu jeito de ser e por isto demora para buscar tratamento.”
Fonte: www.psiquiatriageral.com.br
________
Distimia
“É um tipo de depressão com sintomas mais leves e persistentes, que se caracteriza principalmente pela falta de prazer ou divertimento na vida e pelo constante sentimento de negatividade. Os pacientes que sofreram de distimia desde a infância ou adolescência tendem a acreditar que esse estado de humor é natural deles, faz parte do seu jeito de ser (negativo, acomodado, etc), e por isso não procuram um médico, afinal, conseguem viver quase “normalmente”, porém muito abaixo do seu potencial.
Apesar de geralmente não privar o indivíduo de suas tarefas e obrigações, impede que ele desfrute a vida totalmente. A distimia também estende-se por um período muito maior que os episódios de distúrbios depressivos severos, porém frequentemente se percebe que pessoas distímicas são desanimadas e/ou muito regradas, e se não tratado devidamente pode ser fatal.
Para o diagnóstico distimia, pelo critério norte-americano, são necessários dois anos de período contínuo predominantemente depressivo, para os adultos, e um ano para as crianças, sendo que para elas o humor pode ser irritável ao invés de depressivo. Para o diagnóstico da distimia é necessário antes excluir fases de exaltação do humor como a mania ou a hipomania, assim como a depressão maior. Causas externas também anulam o diagnóstico como as depressões causadas por substâncias exógenas. Durante essa fase de dois anos o paciente não deverá ter passado por um período superior a dois meses sem os sintomas depressivos.”
Fonte: www.abcdasaude.com.br
________
Prestem atenção, pacientes e cuidadores!
“Estudos mostram que o sentimento de inadequação e desconforto é muito comum, assim como a generalizada perda de prazer ou interesse, e o isolamento social manifestado por querer ficar só em casa, sem receber visitas ou atender ao telefone nas fases piores são constantes. Esses pacientes reconhecem sua inconveniência quanto à rejeição social, mas não conseguem controlar. Geralmente os parentes exigem dos pacientes uma mudança positiva, mas isso não é possível para quem está deprimido, não pelas próprias forças.
A irritabilidade com tudo e impaciência são sintomas frequentes, e incomodam ao próprio paciente.
A capacidade produtiva fica prejudicada bem como a agilidade mental.
Assim como na depressão, na distimia também há alteração do apetite, do sono e menos frequentemente da psicomotricidade.
O fato de uma pessoa ter distimia não impede que ela desenvolva depressão: nesses casos denominamos a ocorrência de depressão dupla, e quando acontece, o paciente procura muitas vezes pela primeira vez o psiquiatra. Como a distimia não é suficiente para impedir o rendimento, apenas prejudicando-o, as pessoas não costumam ir ao médico, mas quando não conseguem fazer mais nada direito, vão ao médico e descobrem que têm distimia também.”
- • O mal invisível
Excelente abordagem sobre a depressão e bipolaridade!
revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT917102-1940-1,00.html




















