Angelina Jolie e os sintomas

Angelina Jolie, a criadora do Harry Potter J.K. Rowling, a atriz global Cassia Kiss, o Indiana Jones Harrison Ford, Brooke Shields (que foi criticada pelo seu colega Tom Cruise por se medicar), e o roqueiro Kurt Cobain (que não agüentou e se matou) são alguns dos famosos que conhecem os sintomas:
• Perda de interesse e prazer pelas coisas;
• Tristeza constante ou irritabilidade persistente;
• Falta de concentração;
• Dificuldade em realizar tarefas simples (como escovar os dentes);
• Negativismo;
• Fixação em detalhes negativos;
• Ansiedade constante;
• Sensação de insegurança;
• Sensação de incapacidade;
• Pensamento em morte/suicídio;
• Vontade de se isolar;
• Crises de choro “sem motivo”;
• Insatisfação em viver;
• Falta de esperança;
• Muito sono ou insônia;
• Perda ou excesso de apetite;
• Sintomas de doenças físicas que não melhoram com tratamento;
• Sentimento de inferioridade e baixa auto-estima;
• Sentimento de vazio;
• Redução do interesse sexual;
• Lentidão ou agitação intensa;
• Uso de álcool e drogas para se sentir melhor e/ou se anestesiar;
• Sentir que o mal-estar não vai passar nunca;
• Pensa que isto tudo é fraqueza de caráter, o que gera culpa por não ter força de vontade para consertar esta “falha de caráter”.
Na bipolaridade, além dos sintomas de depressão acima, a pessoa alterna-se com estados de euforia, ou seja, fica uma fase deprimida e depois passa por uma fase eufórica que é marcada por:
• Tagarelice;
• Irritabilidade;
• Insônia;
• Mania de grandeza;
• Sentimento de estar no topo do mundo com uma alegria e bem-estar inabaláveis, podendo ocorrer também explosões de raiva;
• Sentimento de ser invencível;
• Uso de drogas e álcool;
• Não consegue ficar parado, relaxar;
• O senso de perigo fica comprometido, podendo se envolver em atividade de risco;
• Atividade mental intensa, com muitas idéias ao mesmo tempo;
• Excitação sexual exagerada;
• Compras excessivas;
• Perda da inibição social, podendo passar por situações vexatórias;
Nesta fase é comum a pessoa se endividar ou PERDER MUITO DINHEIRO, comprometendo até bens de família, gastando mais do que pode, emprestando dinheiro a pessoas a quem mal conhece.
Fonte: trechos dos livros Cura espiritual da depressão do médico terapeuta Alírio de Cerqueira Filho e Seja feliz diga não à depressão da médica Elaine Aldrovandi.
________
Causas da Depressão e Bipolaridade
“A causa exata dessas doenças permanece desconhecida. A explicação mais aceita pela sociedade é o desequilíbrio bioquímico dos neurônios responsáveis pelo controle do estado de humor. Esta afirmação baseia-se na comprovada eficácia dos remédios. O fato de ser um desequilíbrio bioquímico no entanto, não exclui os tratamentos não farmacológicos, como terapias, que também levam a pessoa a obter uma compensação bioquímica.
Eventos desencadeantes são muito estudados e de fato encontra-se relação entre certos acontecimentos estressantes na vida das pessoas e o início de um episódio depressivo. Contudo tais eventos não podem ser responsabilizados pela manutenção da depressão. Na prática, a maioria das pessoas que sofre um revés se recupera com o tempo. Se os reveses da vida causassem depressão, todas as pessoas a eles submetidos estariam deprimidas, e não é isto o que se observa. Os eventos estressantes provavelmente disparam a depressão nas pessoas predispostas, vulneráveis. Exemplos de eventos estressantes são perda de pessoa querida, perda de emprego, mudança de habitação contra vontade, doença grave; pequenas contrariedades não são consideradas como eventos fortes o suficiente para desencadear depressão. O que torna as pessoas vulneráveis ainda é objeto de estudos.
A influência genética, como em toda medicina, é muito estudada. Trabalhos recentes mostram que mais do que a influência genética, o ambiente durante a infância pode predispor mais as pessoas.“
________
Durante anos me martirizei que “não tinha motivos para ter depressão, que tinha tudo e blábláblá!”.
Os famosos pré-conceitos que nos cegam e atrapalham no tratamento. Até que nas terapias, muito a contragosto, comecei a escarafunchar meu passado, meu histórico e meu mundo caiu! Descobri que havia inventado uma realidade paralela para suportar a vida e que tinha sim motivos de sobra para ter desenvolvido uma depressão que me levou a tentar suicídio duas vezes aos 18 anos.
Minha família não entendia que eu precisava de tratamento sério, que a doença é doença, e sem apoio fica muito, mas muito mais difícil. Porém achei conforto e suporte em desconhecidos.
Demorou muitos anos, mas hoje em dia meus familiares entendem e me apóiam muito, tanto que só foi possível continuar na busca daquilo que realmente quero para minha vida devido a ajuda, inclusive financeira, de meus avós e minha mãe, aos quais sou muito grata!
A vida muda e quando há amor, as pessoas também!
Além do mais, essas doenças invisíveis afetam muito quem está a nossa volta. Deve ser difícil você amar uma pessoa e vê-la se transformar em algo que não condiz com quem ela realmente é, não entender e não poder fazer nada a respeito, e ainda aguentar a danada da vida jogando na sua cara a sua impotência, a sua total falta de controle perante certas situações.
Como aprendi a lidar com os sintomas
Com muitas crises, muita pesquisa, muita terapia!
Sonhava com uma clínica aonde pudesse ficar internada, com tratamento adequado e pessoas que entendessem o que eu tinha, como as clínicas americanas de reabilitação, mas…
O que me ajudou “muitissilissíssimo” (como diria o Chaves do 8, amigo da Chiquinha e do Kiko) foi a adoção de um dos doze passos dos alcoólicos anônimos: um dia de cada vez.
A sociedade fica nessa insanidade de querer controlar e planejar o futuro, e o depressivo, que já está na pior, não conseguindo viver nem no minuto em que se encontra, se sente a última das criaturas, porque quando se imagina dali a cinco dias com o mal estar corroendo já nem quer viver. Dali a 10 anos se arrastando, só se matando mesmo! Então um dia de cada vez! Só por hoje!
Quem sofre de depressão entra em contato com o excesso das emoções mais negativas que o ser humano tem. A consciência frente a este desequilíbrio é torturante! Parece que a mente e o cérebro se rebelam, ficam contra a gente, nos dominam, nos torturam! Perdemos a referência de quem realmente somos, nos transformamos em zumbis, pessoas desagradáveis.
O que ilustra isto perfeitamente bem, são os personagens Dementadores do Harry Potter, o bruxinho que morava nos livros e ganhou as telas de cinema. Sua criadora, J.K.Rowling, já sofreu de depressão. Os Dementadores sugam toda a paz, esperança, sentimentos bons em geral e memórias de felicidade que a pessoa possa ter, deixando apenas emoções ruins.
É preciso aprender a lidar consigo e tais emoções. Experimentei várias dicas até seguir uma que achei em um livro do Osho que me ajudou muito. Quando ficava muito mal, triste, irritada, ao contrário do que dizem procure ver o que tem de bom (disfarce), eu ia a fundo no que estava sentindo.
Se estava chorando, chorava, mas chorava mesmo, de me acabar, me entregava àquele mal-estar por completo e naturalmente depois de um tempo me cansava. A emoção parecia que era esgotada e o mal-estar melhorava.
Se estava irritada, socava o travesseiro, xingava, ia ao extremo da irritação e depois o cansaço vinha, a tristeza chegava, vivenciava a dita cuja até o extremo e ela ia embora naturalmente. Claro que fazia isso trancada a sete chaves, senão coitado de quem está em volta!
Nessa época podia, mas hoje em dia quando fico mal ou irritada e não posso reservar umas horas para me recompor fico pior e penso: que sociedade insana que não cuida nem dos seus seres humanos, imagine se vai conseguir cuidar do planeta!”
- • O mal invisível
Excelente abordagem sobre a depressão e bipolaridade!
revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT917102-1940-1,00.html




















